Oficina Educação em Foco “Filosofia e Inteligência Emocional”

A educação é movimento constante! É filosofia, amor pela sabedoria! É conexão com o outro! É vida, é relação, é emocional, é intelectual!

Em nossos encontros pedagógicos somos convidados a rever nosso ser, nossas práticas, nossos objetivos, buscando inspiração nas propostas dos maiores educadores e pensadores de toda a história da educação no Brasil e no mundo.

Na última oportunidade não foi diferente, abordamos aspectos importantes que permeiam a educação, em especial a Filosofia e a Inteligência Emocional.

Gostaríamos de iniciar nossa abordagem – até para que tenhamos um entendimento mínimo inicial sobre o que vamos compartilhar – propondo a seguinte questão: O que é Filosofia?

“Amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância” [Segundo autores clássicos, sentido original do termo, atribuído ao filósofo grego Pitágoras (século VI a.C.).]

Ou, conforme no Platonismo:

“Investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a opinião irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis.”

Para o início de nossos debates, refletimos sobre o poema de Rosana Rios, intitulado “Guarda-chuvas”.

Guarda-chuvas

Tenho quatro guarda-chuvas

todos os quatro com defeito;

Um emperra quando abre,

outro não fecha direito.


Um deles vira ao contrário

seu eu abro sem ter cuidado.

Outro, então, solta as varetas

e fica todo amassado.


O quarto é bem pequenino,

pra carregar por aí;

Porém, toda vez que chove,

eu descubro que esqueci…


Por isso, não falha nunca:

se começa a trovejar,

nenhum dos quatro me vale –

eu sei que vou me molhar.

 
Quem me dera um guarda-chuva

pequeno como uma luva

Que abrisse sem emperrar

ao ver a chuva chegar!


Tenho quatro guarda-chuvas

que não me servem de nada;

Quando chove de repente,

acabo toda encharcada.


E que fria cai a água

sobre a pele ressecada!

Ai…

 

Entender que Filosofia é “a busca pelo conhecimento” nos faz pensar que, em meio às nossas lutas existenciais, deveríamos constantemente nos perguntar: por quê?

Por que ter quatro guarda-chuvas, se estes não servem de nada?

Nosso desafio é estimular a curiosidade com vistas a ampliar o entendimento das coisas, caminhando para além do senso comum. Uma estrutura pensante em constante e infinito movimento.

 

Assim também a educação, a necessidade de estar em constante reflexão, uma reflexão pautada no conhecimento profundo da natureza humana, conforme aponta o grande educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi:

“A arte da educação deve ser cultivada em todos os aspectos, para se tornar uma ciência construída a partir do conhecimento profundo da natureza humana.”

Mas, o que faz parte da natureza humana?

 

Ah! A Pedagogia da Essência… essa essência que nos conecta como seres humanos. Buscar a essência da criatura humana que está intimamente atrelada às Leis Naturais que regem todos os seres e toda a Natureza, e compreender a essência da personalidade, no contexto em que está inserida, estimulando o equilíbrio com essas Leis e o despertar do potencial criador que está a repousar na intimidade como recurso divino inerente à sua condição de Ser em ascensão, deve ser nossa meta em todos os âmbitos da educação.

 

Adentrando no universo do ser humano, descobrimos potenciais sublimes, fonte da criação da realidade de cada indivíduo. Assim, buscamos entender a Inteligência Emocional.

Aspecto de grande importância que traz no seio de sua proposta os seguintes conceitos básicos indispensáveis a um bom entendimento do tema:

1) Inteligência Emocional – QE = Potencial para Aprender

2) Competências Emocionais = Habilidades Aprendidas

3) Aprendizado Social e Emocional, ou SEL (Social and Emotional Learning)

4) Foco Triplo: Eu, o Outro e o Mundo.

 

Neste viés, vale destacar um trecho de Daniel Goleman em seu livro intitulado “Inteligência Emocional”:

“Enquanto a inteligência emocional determina nosso potencial para aprender os fundamentos do autodomínio e afins, nossa competência emocional mostra o quanto desse potencial dominamos de maneira que ele se traduza em capacidades profissionais. Para ser versado em uma competência emocional como atendimento ao consumidor ou trabalho em equipe, é preciso possuir uma habilidade subjacente nos fundamentos do QE, especificamente consciência social e gerenciamento de relacionamentos. Mas as competências emocionais são habilidades aprendidas: o fato de uma pessoa possuir consciência social e aptidão para gerenciar relacionamentos não garante que ela tenha dominado o aprendizado adicional necessário para lidar com um cliente a contento ou resolver um conflito. Essa pessoa apenas tem o potencial de se tornar hábil nessas competências.”

Quadro dos Domínios da Inteligência Emocional e as respectivas Competências Emocionais

No intuito de se buscar uma educação voltada para o desenvolvimento do melhor de cada ser humano, em todos os seus aspectos, e na construção de um mundo melhor, como deixar de considerar tema de tão alta relevância?

Autoria Equipe Pedagógica Ubuntu Vila Educacional

Conheça um pouco mais sobre nossa proposta: SOBRE NÓS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *