Oficina Educação em Foco “Processo de Evolução”

“Eu acredito que o mundo será bem melhor do que é se enchermos as almas de flores…” pressagia o cantor e compositor Moacyr Camargo em sua canção A Louis Armstrong. Como construir esse mundo melhor? Como encher as almas de flores?

Cada vez mais, compreendemos que somos seres holísticos; que nós, seres humanos, possuímos uma integralidade que não se limita a um corpo físico e seus sistemas. Qual então nossa essência? O que temos a mais?

Iniciamos nosso encontro refletindo na letra da canção intitulada Voo do Beija-flor, de Elisa Cristal.

Voo do Beija-flor

Voo silencioso do mistério do amor
Fecho os olhos para ver aonde vou

Voar pelo infinito daquilo que eu sou
(Desvendar/mergulhar) o oceano interior

Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)

Me leva nas águas deste rio encantador
Vale dourado do meu lindo beija-flor

Voar neste azul, o sol a se pôr
Vento suave me traz o frescor

Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)

Beija suave e faz abrir todas as pétalas desta flor
Brilho da mata que incendia o buscador

Passarinho que me encanta, canta o canto do amor
Me leva para onde você for

Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)

Diversas interpretações e pontos de vista foram levantados.

O verso “Voar pelo infinito daquilo que eu sou” fez com que comparássemos o pássaro com a nossa própria consciência, dispositivo fundamental que nos promove a evolução e uma vida equilibrada.

Quando há entrega e o ser deixa a consciência o guiar, sente o bem estar e a leveza que a proximidade com a Lei Natural proporciona, já que esse movimento faz parte da essência humana.

Através das reflexões, percebemos que há belezas em nós, que temos potencialidades divinas e que podemos acessá-las!

O beija-flor também foi comparado a alguém que descobriu que tem um paraíso interior – a consciência – e quer descobrir, explorar, encontrar esse “vale dourado”.

Ao ouvirmos a canção, sentimos que ela nos impulsiona a vontade para explorar o íntimo, para o despertar da consciência: “Beija-flor desperta (em mim)”. Saímos da superficialidade para um movimento em direção ao autoconhecimento, angariando, assim, lucidez para agir diante dos desafios da existência.

Acreditamos que a reflexão e a introspecção, que estão entre os valores da Ubuntu, auxiliam neste despertar, nesta peregrinação ao mais recôndito do ser e na busca da nossa essência que é viver pelo bem comum.

A educação de essência, portanto, impele-nos a “Mergulhar no oceano interior” em busca do melhor que podemos oferecer ao todo!

Essência Humana

Revisitamos o texto “Essência Humana” que foi elaborado a partir das reflexões dos encontros anteriores e realizamos algumas alterações para que a ideia que desejamos transmitir fique mais clara, vejamos:

Acreditamos que o mundo será um lugar melhor e que todos seremos melhores!
Acreditamos que todo indivíduo possui a essência do bem, ou seja, a essência divina em sua intimidade; que todos estamos em constante evolução para alcançar a felicidade, impulsionados pelas Leis Naturais, que são a manifestação do próprio Criador, regendo o Universo físico e moral.
Há uma sentinela vigilante na intimidade de cada Ser, que lhe guia sempre para o caminho da construção das virtudes e da harmonia, é preciso que o homem esteja constantemente em processo de autoconhecimento e crescimento, unindo a intuição e a razão.
A Natureza demonstra que a solidariedade é lei da vida. À medida que despertamos a luz interior, reconhecendo que fazemos parte de um todo, agindo pelo bem comum, vamos nos harmonizando com a nossa natureza e consequentemente encontrando os caminhos para a felicidade.

Ninguém pode transformar o outro, ninguém pode fazer alguém feliz ou infeliz. Somente o indivíduo pode ser e fazer por si. Entretanto, somos constantemente instrumentos e estímulos para o outro.

A individualidade evolui quando se conecta ao Todo e trabalha desinteressadamente pelo bem do coletivo, consequentemente o coletivo também se transforma, pelo esforço das individualidades.

Todo Ser carrega o potencial criador e transformador da sua própria realidade. O movimento dessas poderosas forças faz parte da essência humana, colocando a vida em constante fluidez, enquanto o indivíduo encontra plenitude e conexão consigo e com o universo.
Acreditamos que educar é oferecer estímulos direcionados ao desenvolvimento das potências do Ser, para a harmonia com as Leis Naturais.
Entender a essência humana é vital para qualquer processo de educação e transformação. Afinal, toda ciência se fundamenta sobre um objeto de estudo. A educação não é diferente, é uma ciência que tem por objeto o próprio ser humano em seu processo de evolução.

Processo de Evolução

A partir do debate sobre a Essência Humana, indagamos:

01) Nós alcançamos essa vivência harmônica com nossa essência? (Se não alcançamos ainda, significa que estamos numa caminhada rumo a este objetivo)
02) O que é necessário para evoluir, para ir ao encontro da plenitude e da felicidade? Como evoluímos?

Baseados nas reflexões que alcançamos sobre os questionamentos e nos estudos que temos realizado, construímos uma ideia sobre Processo de Evolução:

Carregando em si os potenciais mais belos, constituintes da essência humana, o homem caminha para a felicidade, que é a conexão perfeita com as Leis Naturais que residem na sua própria intimidade e em todo o Universo, despertando estes potenciais e tornando-se cada vez mais virtuoso, lúcido governante de si mesmo, pleno e feliz.
Evoluir é desenvolver o intelecto e a moral, em equilíbrio, melhor compreendendo e praticando a Lei Natural, tomando para si a parte que lhe cabe na obra da Criação, que é obra de solidariedade e bem comum, afastando-se do personalismo inferior.

Para realizar a caminhada com segurança e lucidez, é preciso que o indivíduo, primeiramente, saiba onde quer chegar e movimente suas potências – livre-arbítrio, inteligência, pensamento, vontade, sentimento, consciência – nesta direção.

Esse objetivo deve relacionar-se ao Ser transcendental e não a propósitos materialistas e transitórios. A meta da felicidade é sentir-se completamente integrado ao todo, como apresenta Sri Ram, em seu livro “O Interesse Humano”, no capítulo intitulado “Felicidade”:

A verdadeira felicidade não é um estado em que o homem se separa do resto do mundo e se coloca indiferente a ele, como quando estamos sob o estímulo de bebidas fortes ou das drogas. O estado mais alto de felicidade é aquele onde a consciência é universal, livre como o vento, e pode identificar-se com cada movimento – com o voo de um pássaro, com o tremor de uma folha, com o trabalho de uma formiga, com sorrisos e lágrimas de outros seres humanos – tudo em um instante.

Possuidor da decisão de alcançar a verdadeira felicidade, o indivíduo começa a jornada de autoconhecimento, que é constante em seu processo de evolução. Deixar cair as máscaras, sem medo, aprofundar-se em si mesmo, reconhecer quem é verdadeiramente, em que etapa se encontra, quais virtudes estão aptas a desabrochar e quais dificuldades a vencer, abre-lhe horizontes para que trabalhe em si mesmo e possa avançar na senda evolutiva.

A partir das reflexões sobre “Processo de Evolução”, fizemos um comparativo sobre Frequências e o Processo de Evolução, que consta no link: Frequências e Processo de Evolução

Autoria Equipe Pedagógica Ubuntu Vila Educacional

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