Oficina Educação em Foco “Automotivação”

Antes de tratarmos da AUTOMOTIVAÇÃO, fizemos uma abordagem rápida sobre a Inteligência Emocional, iniciando nossa noite de estudo com um questionamento da mais alta relevância:

Inteligência Emocional, o que é?

Dado um tempo para a reflexão do grupo, evidenciou-se que procurássemos formular um conceito ao final do encontro, ocasião em que os participantes poderiam contar com os elementos de nossa análise para elaborar o seu próprio conceito sobre o tema.

Um segundo questionamento veio então à tona: Qual sua importância?

Após ligeira discussão em torno do questionamento, colocamos em análise a cidade de Illinois, que implantou em seu sistema de ensino o SEL (Social and Emotional Learning), ou em português Aprendizado Social e Emocional (ASE).

Destacamos:

  • Primeiros anos do ensino fundamental – os alunos devem aprender a reconhecer e  classificar com precisão seus sentimentos e como eles os levam a agir;
  • Segundo ciclo fundamental – as atividades de empatia devem tornar a criança capaz de identificar as pistas não-verbais de como outra pessoa se sente;
  • Últimos ciclos do fundamental – elas devem ser capazes de analisar o que gera estresse nelas ou o que as motiva a ter desempenhos melhores;
  • Ensino médio – as habilidades SEL incluem ouvir e falar de modo a solucionar conflitos em vez de agravá-los e negociar saídas em que todos ganhem;

Como parte dos resultados alcançados ocorrências de mau comportamento caíram em média 28% e as suspensões 44%.

Partimos então para o tema específico proposto para a noite: a Automotivação. Trabalhamos o assunto com o intuito de alcançar uma autonomia mínima na busca pela motivação constante, traçando um roteiro que nos permitisse dar os primeiros passos na busca dessa autonomia.

MOTIVAÇÃO

Motivação – Capacidade de dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal.

Apresentado este conceito, solicitamos que cada participante desenhasse em pequeno pedaço de papel uma pirâmide que teria sua área interna dividida em seis espaços bem distribuídos e que seriam preenchidos durante o desenvolvimento do tema.

Conhecemos a história de Joe, um operário que trabalhava há 40 anos em uma mesma fábrica, conhecedor do seu ofício, era capaz de atuar, após tantos anos, com o mesmo desempenho  e motivação em qualquer setor da fábrica em que fosse solicitado. Na perspectiva do autor Daniel Goleman, a chave para se sentir estimulado não está no trabalho, está no “ESTADO DE ESPÍRITO”.

O termo “ESTADO DE ESPÍRITO” foi inserido no segundo espaço da nossa pirâmide, considerando-se a ordem decrescente, isentando o topo de qualquer anotação nessa etapa do trabalho.

Como consequência de um estado de espírito extremamente favorável na tarefa que se desenvolve, pode-se alcançar o estado de “FLUÊNCIA”, que  conduz de forma natural ao aprimoramento, por duas razões: as pessoas aprendem melhor quando estão plenamente engajadas no que estão fazendo e, quanto mais uma pessoa praticar uma tarefa, melhor será capaz de desempenhá-la. O resultado?

Uma MOTIVAÇÃO contínua (desfrutando a fluência) para vencer novos desafios.

Porém, para se atingir a fluência o atributo-chave é “ESTAR PRESENTE”, ou seja, atenção total à tarefa em pauta.

A “FLUÊNCIA” viria a ocupar o terceiro espaço na estruturação da nossa pirâmide, e “ESTAR PRESENTE” o quarto.

Ainda com relação ao Estado de Espírito o autor afirma:

“Quando as emoções dominam a concentração, o que está sendo soterrado de fato é a capacidade mental cognitiva que os cientistas chamam de “MEMÓRIA FUNCIONAL”, que é a capacidade de ter em mente toda a informação relevante para a execução de uma determinada tarefa. É uma função executiva por excelência na vida mental”.

Mas, como saber quando as emoções dominam a concentração?

Após ligeira discussão em torno do questionamento, o autor veio mais uma vez em nosso auxílio, afirmando:

“Quando os sentimentos  são tão intrusos que esmagam outro pensamento, sabotando continuamente as tentativas de darmos atenção à tarefa que tenhamos de cumprir”.

A “MEMÓRIA FUNCIONAL” veio a compor o quinto espaço em nossa pirâmide.

Córtex Pré-Frontal
Amígdala

Entrou em cena então no nosso estudo um tema da mais alta relevância na busca pelo entendimento da automotivação e da autonomia, o SISTEMA LÍMBICO e a fisiologia da Inteligência Emocional.

Fizemos uma apreciação do tema dando ênfase ao Córtex Pré-frontal, responsável por executar a memória funcional, e à Amígdala, considerada o centro do comando das reações emocionais.

Dada a importância deste aspecto, não somente quando se considera a Automotivação, mas no tocante à Inteligência Emocional como um todo, importa dedicar especial atenção ao estudo desses aspectos fisiológicos.

Solicitamos então que na base de nossa pirâmide fosse inserido o aspecto “Sistema Límbico”, representando a base de sustentação do caminho a ser percorrido na busca por uma autonomia mínima. E, como não podia ser diferente, o topo da pirâmide abrigou justamente o nosso tema de estudo da noite, a AUTOMOTIVAÇÃO, sugerindo o seguinte roteiro para manter-se motivado:

“Na medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmo e prazer no que fazemos — ou mesmo por um grau ideal de ansiedade —, esses sentimentos nos levam ao êxito. É nesse sentido que a inteligência emocional é uma aptidão mestra, uma capacidade que afeta profundamente todas as outras, facilitando ou interferindo nelas”.  Daniel Goleman.

Autoria Equipe Pedagógica Ubuntu Vila Educacional

Conheça um pouco mais sobre nossa proposta: SOBRE NÓS

 

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